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Sollutio: HERPES

TUSS: 40314375 | 40301311 | 40503755

Herpes simplex 1 e 2 - PCR Qualitativo


Sinônimos

Herpes vírus simplex, Herpes vírus humanos tipos 1 e 2, HSP


Sobre o exame

Herpes vírus simplex (HSV) pertencem à família Herpesviridae e à subfamília Alphaherpesvirinae e se caracterizam pela neurovirulência, latência e reativação (essa mais comum em imunossuprimidos). A disseminação da infecção pode ocorrer em pacientes imunossuprimidos, como transplantados e HIV/AIDS. Somente seres humanos são reservatórios naturais e nenhum vetor está envolvido na transmissão. O patógeno é transmitido por contato direto das lesões com a pele ou a mucosa e a infecção ocorre pela inoculação do vírus em superfície mucosa suscetível (como orofaringe, cérvix e conjuntiva) ou por pequenas lesões na pele. O vírus é inativado imediatamente a temperatura ambiente e, portanto, a transmissão por aerossol e fômites é rara.

Herpes vírus simplex (HSV) são vírus que se adaptam ao hospedeiro e possuem genoma de DNA bicatenar (dupla hélice), multiplicando-se no núcleo da célula hospedeira, produzindo cerca de 90 proteínas víricas em grandes quantidades. Têm nucleocapsídeo de simetria icosaédrica e envelope bilipídico. Existem dois tipos de vírus: herpes simples tipo 1 (HSV-1) e tipo 2 (HSV-2), os quais diferem na epidemiologia mas são fortemente relacionados. HSV-1 está relacionado a doenças orofaciais, enquanto o HSV-2 associa-se a doença genital; entretanto, a localização das lesões não necessariamente indica o tipo de vírus.

Aproximadamente, até 80% das infecções por HSV são assintomáticas, sendo que as sintomáticas são caracterizadas por morbidade e recorrência significantes. Em pacientes imunocomprometidos, as infecções podem levar a complicações severas. A prevalência da infecção por HSV tem aumentado nos últimos anos, o que a torna um assunto de grande relevância na saúde pública. A detecção e tratamento precoces são de extrema importância para o controle da doença.

As infecções por HSV-1 transmitidas por saliva são comuns em crianças, apesar de o gengivo estomatite por herpes ocorrer em qualquer idade. As infecções por HSV-2 são mais frequentes no período perinatal e no início da vida sexual ativa. A idade avançada (depois do início da vida sexual) e o número de parceiros são fatores associados com a subfamília Alphaherpesvirinae de anticorpos HSV-2. As manifestações clínicas dependem da idade e do sistema imune do hospedeiro, do sítio anatômico envolvido e do tipo de vírus, podendo variar de estomatite a encefalite e herpes neonatal (sendo esses últimos, fatais em 70% casos).        

Atualmente, a técnica de PCR é recomendada para o diagnóstico do Herpes, sendo considerado o método “padrão-ouro”.

Doenças Relacionadas

Herpes oral, Gengivoestomatite herpética, Ceratoconjuntivite, Eczema herpético, Encefalite herpética, Herpes genital, Herpes neonatal

Produção

Material

Plasma | Líquor | Secreção ou Escovado do colo do útero, vagina, vulva ou swab Anal.

Meio(s) de Coleta

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Temperatura

Refrigerada: 2ºC a 8ºC

Volume Mínimo

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Método

Reação em Cadeia Polimerase (PCR) em tempo Real (RT) - RT PCR

Estabilidade da Amostra

Ambiente-

Freezer-

Refrigerada: Secreções e escovados: 5 dias | Líquor e plasma: 48h

Prazo de Resultado*

7 dias úteis

*O prazo tem início a partir do momento que o material chega em nossa área técnica

Realização

Segunda a sexta-feira


Instruções

Preparo

- Abstinência sexual de 72 horas;

- Não fazer uso de óvulos e/ou cremes vaginais;

- Não realizar duchas ou lavagem interna;

- Não realizar ultrassom transvaginal;

- A coleta da citologia líquida deve ser feita antes da colposcopia (antes da aplicação do iodo ou ácido acético).

- Não colher em período menstrual.

Coleta

Coleta plasma:

Realizar coleta utilizando material e tubo recomendado para o exame, homogeneizar o tubo por inversão (8-10x) e centrifugar o material para separação do plasma, manter o plasma no tubo já centrifugado, com separação completa entre plasma, gel e hemácias, enviar refrigerado.

Coleta de escovados e secreções:

Proceder conforme orientação dos meios líquidos (CellPreserve®,Thinprep®, Surepath®, Gynoprep®, Digene®). Os meios possuem espátulas ou escovas para a coleta do material informado. Ao realizar a coleta com a espátula ou escova, o material precisa ser desprendido no meio líquido, caso tenha utilizado kits com escova, esfregar as cerdas na parede do frasco para liberação das células coletas, caso o kit utilizado tenha espátula, após a coleta inserir a espátula no frasco e agitar vigorosamente para liberar as células coletadas. Fechar o meio e manter refrigerado.

Coleta líquor:

Amostra coletada através de procedimento médico. Realizar coleta utilizando material e meio de coleta adequados, e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.

Transporte e Armazenamento

Transportar e armazenar a amostra refrigerada (2°C a 8°C).

Estabilidade

Refrigerada (2ºC a 8 ºC): 5 dias após a coleta para secreções e escovados | 48hs após a coleta para líquor e plasma.

Rejeição

Amostras recebidas diferente das condições solicitadas;

Volume insuficiente;

Temperatura inadequada;

Tubo vazando.

Informações Adicionais

Orientações para VOLUME MÍNIMO de coleta conforme material:

Plasma: 1 mL

Líquor: 1mL

Escovados e/ou secreções:
-Gynoprep: 2 mL

-CellPreserv: 2 mL

-ThinPrep: 2 mL

-SurePath: 4 mL

-Digene: 1 mL

Orientações para MEIOS DE COLETA conforme material:

Plasma: tubo de EDTA com gel separador

Líquor: frasco estéril

Escovados e/ou secreções: Gynoprep, CellPreserv, ThinPrep, SurePath e Digene.


Interpretação do Exame

Valor de referência: Indetectável

Limite de detecção: 100 cópias/ mL

Restrições-

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